Criador do gênero Jornalismo de Aventura, o explorador, aventureiro e fotógrafo Airton Ortiz é escritor profissional, com dez livros publicados, e jornalista free-lancer, especializado em reportagens internacionais sobre a natureza selvagem. Membro da Federação Internacional de Jornalistas, com sede em Bruxelas, tem suas matérias publicadas na maioria dos grandes jornais e revistas brasileiros, como Zero Hora, Jornal do Povo, Jornal do Brasil, TERRA, Horizonte Geográfico e Giro & Aventura, entre outros. Há três anos é jurado da revista VEJA, edição especial de turismo, que escolhe O melhor do Brasil.
É colunista da revista digital www.360graus.com.br, o principal site de esportes radicais da Internet brasileira, canal oficial do portal TERRA, e comentarista do programa Galpão do Nativismo, revista cultural especializada na cultura regionalista do Rio Grande do Sul veiculada pela rádio Gaúcha, de Porto Alegre, todos os domingos pela manhã. Ainda no rádio, é colunista do programa Mapa Mundi, sobre turismo, apresentado pela rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, toda terça-feira à noite.
Airton Ortiz nasceu na vila ferroviária de Bexiga, no interior do município de Rio Pardo, em 27 de novembro de 1954, filho de Almerindo Ortiz e Eloah Machado. Tem dois irmãos mais novos: Vera Janete e Nilo Clóvis. Airton Ortiz morou na vila até os três anos de idade, quando seus pais se mudaram para a localidade de Capão do Valo, no interior do município de Candelária, onde foi alfabetizado. Na mesma época, seus parentes maternos se transferiram para a cidade de Rio Pardo, onde residem.
Em 1966, ainda muito jovem, mudou-se sozinho para Cachoeira do Sul, para estudar, indo morar na casa da sua madrinha Edith Machado. Estudou no Grupo Escolar Rio Jacuí, no Ginásio Roque Gonzáles e no Colégio Estadual Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha. Nesse, em 1968, quando estava cursando a 1ª Série Ginasial, ganhou seu primeiro prêmio literário para uma redação sobre a amizade entre Brasil e Portugal. Estudou também na Escola João Neves da Fontoura, onde concluiu o Segundo Grau.
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Enquanto estudava em Cachoeira do Sul, foi atleta profissional da Sociedade Rio Branco, vencendo diversas competições locais e estaduais em nome do clube cachoeirense, então liderado por Armando Fialho Fagundes e Raul Werlang, tendo como coordenador de esportes o professor Cícero Moraes. Foi também diretor do GEEC (Grêmio Estudantil Euclides da Cunha), do Colégio Estadual Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha, e vice-presidente da Umesc (União Municipal dos Estudantes Secundartistas de Cachoeira do Sul), com destacada participação na política estudantil do Rio Grande do Sul.
Na mesma época trabalhou na Rádio Cachoeira, na equipe de esportes liderada pelo saudoso jornalista Saul Torres e comandada pelo radialista José Schneider Silva. Colaborou também com a editoria de esportes do Jornal do Povo onde, como repórter, acompanhava as excursões do Cachoeira Futebol Clube, suas primeiras viagens à serviço do jornalismo.
Em 1975, mudou-se para Porto Alegre, entrando na faculdade de Jornalismo. Formou-se pela PUC. Fez pós-graduação em Administração de empresas na UFRGS e se tornou fluente em diversas línguas. Nessa época, trabalhou na rádio Farroupilha, na equipe liderada pelo radialista Flávio Alcaraz Gomes. Entre 1976 e 1982 trabalhou no Banco do Brasil, de onde saiu para criar o jornal Tchê!
Fundou e editou o Jornal Tchê!, especializado em cultura gaúcha, que circulou no Rio Grande do Sul na primeira metade dos anos 1980, funcionando como um elo entre o movimento nativista que então surgia e a juventude urbana do Estado. Com uma abordagem crítica e sem preconceitos, além da linguagem inovadora, o jornal ajudou a criar um novo padrão editorial na mídia gaúcha.
Devido ao seu grande conhecimento da cultura gaúcha, Airton Ortiz foi convidado a participar como jurado de diversos festivais de música nativista, entre os quais o Musicanto, de Santa Rosa, a Coxilha Nativista, de Cruz Alta, e o Festival da Barranca, em São Borja, onde foi jurado em três edições, além de muitos outros festivais espalhados pelo Rio Grande do Sul.
Também fundou e dirigiu a Editora Tchê!, especializada na publicação de autores gaúchos, entre os quais Apparicio Silva Rillo, Jayme Caetano Braun e Barbosa Lessa. Durante os seus 15 anos de atividade, a editora publicou cerca de 1.000 títulos e comercializou 3 milhões de exemplares em todo o Brasil.
Em 1997, Airton Ortiz fechou a editora para se dedicar com exclusividade ao jornalismo, escrevendo livros e reportagens sobre suas viagens radicais. Esse gosto pelas viagens o levou a conhecer meio mundo, sempre caçando aventuras, especialmente as que pudesse transformar em boas histórias para relatar aos seus leitores.
Em 12 de março de 2001, a Câmara de Vereadores de Cachoeira do Sul, por requerimento do vereador Marlon Santos, aprovou uma Moção de Cumprimento a Airton Ortiz pelos êxitos alcançados em suas atividades profissionais, transformando suas experiências em livros. Em outubro de 2004, foi patronável da Feira do Livro de Porto Alegre, honraria repetida em 2006 e 2007.
Em 19 de maio de 2005, foi patrono da V Feira do Livro do Instituto Estadual de Educação João Neves da Fontoura e, em 29 de agosto, da Feira do Livro da Escola Ulbra São Pedro, ambas em Cachoeira do Sul. No mesmo ano a Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Maria Borges Frota, de Bento Gonçalves, inaugurou a Sala de Leitura “Escritor Airton Ortiz”, um espaço destinado aos leitores dentro da biblioteca. Ainda nesse ano recebeu o prêmio Destaque Especial conferido pelo Jornal do Povo, de Cachoeira do Sul, na 38ª Noite dos Destaques 2005, por sua constante participação no desenvolvimento da cultura do RS.
Em outubro de 2006, foi patrono da XXII Feira Municipal do Livro de Cachoeira do Sul. Em 2007, foi patrono das feiras municipais do livro de Picada Café e Butiá. Em 2008, foi patrono das feiras municipais de Bento Gonçalves, Lajeado e Pantano Grande. Em maio desse ano, a Escola Estadual Landell de Moura, de Bento Gonçalves, inaugurou a Sala de Leitura “Escritor Airton Ortiz”. Em 27 de setembro, foi inaugurada a “Biblioteca Airton Ortiz”, na Escola Municipal Ataliba Brum, onde o escritor se alfabetizou, no Capão do Valo, interior do município de Cachoeira do Sul.
BIBLIOGRAFIA
1999 - Aventura no topo da África narra sua expedição ao cume do monte Kilimanjaro, tornando-se o primeiro gaúcho a escalar a mais alta montanha do continente africano.
2000 - Na Estrada do Everest narra suas escaladas na cordilheira do Himalaia, no Nepal. O livro foi finalista do prêmio Açorianos de Literatura, o mais tradicional do Rio Grande do Sul.
2001 - Pelos caminhos do Tibete narra a viagem onde ele percorreu, de jipe, todo o platô tibetano, viajando de Lhasa a Katmandu através do Himalaia. Também foi finalistas do prêmio Açorianos de Literatura.
2002 - Cruzando a Última Fronteira narra a travessia do Alasca, do sul até o oceano Ártico.
2003 - Expresso para a Índia narra uma profunda experiência na terra dos deuses hindus. Ganhou o prêmio Euclides da Cunha, da União Brasileira de Escritores, como o melhor livro de ensaio lançado no Brasil naquele ano, além de ter sido o 2º livro mais vendido na 49ª Feira do Livro de Porto Alegre.
2004 - Travessia da Amazônia narra uma viagem do Pacífico ao Atlântico pelos rios amazônicos. Ganhou o prêmio Livro do Ano da Associação Gaúcha de Escritores, como melhor livro de não-ficção escrito por um autor gaúcho naquele ano, além de ter sido o 5º livro mais vendido na 50ª Feira do Livro de Porto Alegre.
2005 - Egito dos faraós narra uma jornada através do deserto do Saara, em lombo de camelo, e a descida do rio Nilo, numa jangada. Foi finalista do prêmio Livro do Ano da Associação Gaúcha de Escritores, além de ter sido o 3º livro mais vendido na Feira do Livro de Porto Alegre.
2006 - Na trilha da Humanidade narra a expedição que refez o caminho percorrido pelos humanos pré-históricos que povoaram o Brasil partindo da África, cruzando a Ásia, entrando nas Américas pelo Alasca e descendo até Minas Gerais, uma volta ao mundo completa, 45 mil quilômetros, 12 países. Sucesso de crítica e de público, também integrou a lista dos livros mais vendidos na 52ª Feira do Livro de Porto Alegre.
Esse livro se originou de uma série com 12 reportagens, 24 páginas, publicada no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, em 2005. A matéria foi finalista do Prêmio Esso de Jornalismo, a mais importante e tradicional condecoração da mídia brasileira.
2007 - Em busca do Mundo Maia se originou de uma série seis reportagens publicadas no Jornal do Povo, de Cachoeira do Sul, onde, em 12 páginas, relata sua expedição à América Central. A matéria, que aborda a extinção da cultura dos maias, ganhou o Prêmio ARI de Jornalismo, o mais tradicional e importante da mídia gaúcha, onde obteve o primeiro lugar na categoria reportagem cultural.
2008 - Cartas do Everest é o primeiro livro de ficção do escritor, um romance de aventura narrando uma trágica expedição ao cume do monte Everest. Escrito numa linguagem belíssima, é literatura em ritmo de escalada; um clipe literário.
Devido ao conteúdo jornalístico aliado a forma literária dada em seus relatos, seus livros estão sendo utilizados como leitura complementar em diversos cursos de pós-graduação em Jornalismo Literário.
Airton Ortiz já gravou muitos documentários especiais para a televisão, todos sobre aventuras. Como fotógrafo, tem um acervo com 50 mil fotos da maioria dos países do mundo, especialmente sobre natureza selvagem.
Suas viagens radicais ao redor do planeta aliadas à sua experiência como administrador de empresas o tornaram um dos mais requisitados conferencistas nas áreas de Planejamento e Motivação, prestando consultoria para importantes empresas no Brasil, além de fazer palestras em escolas e feiras do livro por todo o país.
Suas aventuras também podem ser acompanhadas no seu site pessoal: www.airtonortiz.com.br
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