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Egito dos Faraós

Egito dos faraós narra uma expedição liderada pelo explorador gaúcho pelo Egito no ano passado. Acompanhado do fotógrafo Beto Scliar, ele percorreu grande parte do país, começando pelo Cairo, visitando Alexandria, cruzando o deserto do Saara, da fronteira da Líbia até o Vale do Nilo, descendo o rio num pequeno veleiro, e visitando os principais sítios arqueológicos ao longo do caminho, desde a fronteira com o Sudão até o Vale dos Reis, na cidade de Luxor.

Foram dois meses de muita adrenalina, pois a expedição utilizou-se apenas de transporte público local, grande parte da viagem tendo sido feita em lombo de camelos, da mesma forma como viajam os egípcios. Airton Ortiz e Beto Scliar visitaram oásis completamente isolados em meio ao deserto do Saara, navegaram pelo rio Nilo em rústicas falucas, como os antigos faziam, percorreram demoradamente os mausoléus faraônicos no Vale dos Reis e terminaram a jornada dentro da tumba do faraó Tutancâmon, cuja múmia ainda repousa no mesmo local em que fora enterrada há mais de mil anos.

No Cairo, Airton Ortiz conseguiu entrar dentro da Grande Pirâmide do faraó Queóps, e no deserto do Saara, descobriu múmias em catacumbas que ainda não haviam sido encontradas por exploradores estrangeiros. Essas e muitas outras experiências estão contadas neste livro, o sétimo do escritor sobre suas expedições exploratórias pelo mundo.

CONTRACAPA
“Sem a presença ofuscante do sol, o deserto foi recuperando sua variedade de tons, desde os mais escuros até os mais brilhantes, à medida que a superfície ia variando de tonalidade. Areia, rochas e fósseis emitiam sua própria luminosidade e em poucos minutos, como deve ser o crepúsculo de um grande ato, tudo desapareceu, envolvido pela maior escuridão que já presenciei.” (Airton Ortiz)

ORELHAS
Já viajei com o Airton Ortiz. Faz tempo. Nada de aventura: viagem rápida e a trabalho. Isso é, assim seria se fosse sem o Ortiz. Mas, graças a ele, acabamos fazendo trajetos novos atravessando o México. E, é claro, escalamos pirâmides, visitamos museus, em fugidas de ótima lembrança entre feiras de negócios e encontros de trabalho. 

De lá pra cá, não tenho viajado aventuras tantas quantas gostaria ao vivo e a cores, mas, graças ao Ortiz, a cada novo livro, libero sem medo meu instinto aventureiro e embarco com ele nas páginas de mais uma “Expedição Ortiz”. E me deixo levar pelo diário  bem-humorado, cuidadoso, didático na medida, bem embasado sempre  do jornalista que conta as aventuras do viajante, e constato que permanece o bom gosto na escolha de roteiros e a audácia para enfrentar os desafios, características do meu amigo.

Quando fui convidada pra viajar mais de perto nesta apresentação do “Egito dos Faraós”, deu aquela alegria que a gente sente quando arruma as malas para embarcar para um destino há muito desejado, em primeira classe e na janelinha. Egito, com o amigo Ortiz e com direito à leitura em primeira mão! Obrigada, amigo, pela chance de pegar carona na garupa da orelha de mais esta viagem. Se eu fosse vocês, vinha junto. Aqui dentro deste livro tem um Egito cheio de História bem pesquisada, e muitas aventuras bem vividas, bem contadas e bem fotografadas. Boa viagem! (Jussara Rodrigues)

AUTORES

Airton Ortiz
Além de escritor, o explorador e aventureiro Airton Ortiz é também jornalista especializado em natureza selvagem. Já percorreu meio mundo caçando aventuras, especialmente as que rendessem boas histórias para contar a seus leitores. Sua curtição pela adrenalina o transformou no primeiro gaúcho a escalar o Kilimanjaro, a mais alta montanha da África, expedição contada no livro Aventura no topo da África. Os livros Na Estrada do Everest e Pelos caminhos do Tibete foram finalistas do Prêmio Açorianos de Literatura. Em 2003, Expresso para a Índia ganhou o Prêmio Euclides da Cunha, da União Brasileira de Escritores, como o melhor livro de ensaio publicado no Brasil naquele ano. Em 2005, Travessia da Amazônia ganhou o Prêmio Livro do Ano da Associação Gaúcha de Escritores. No ano seguinte, Egito dos faraós foi finalista do mesmo prêmio. Em 2005, a série de reportagens que deu origem ao seu último livro, Na trilha da Humanidade, publicada no jornal Zero Hora, foi finalista do Prêmio Esso de Jornalismo. Escreveu ainda Cruzando a última Fronteira, todos na coleção Viagens Radicais, da Record. Sucesso de crítica e de público, de 2003 a 2006 os lançamentos de suas obras entraram na lista dos livros mais vendidos da prestigiada Feira do Livro de Porto Alegre. Airton Ortiz já gravou diversos documentários para a televisão, todos sobre aventuras. Como fotógrafo, tem um acervo com 10 mil fotos da maioria dos países do mundo, especialmente sobre natureza selvagem.

Beto Scliar
Beto Scliar é fotógrafo profissional graduado pelo New York Istitute of Photography, de Nova York. Seu gosto pelas viagens o aproximou de Airton Ortiz e juntos realizaram a expedição “Egito dos Faraós”, cujas fotos estão publicadas nesta obra. Já fotografou profissionalmente em mais de 20 países. Em 2004, lançou o livro Histórias de Porto Alegre em co-autoria com Moacyr Scliar, seu pai. Em janeiro de 2005, viajou à Argentina, Chile, Bolívia e Peru por solicitação do jornal Zero Hora. As fotos e os textos, resultantes da aventura, foram publicadas no Caderno Viagem do referido jornal. A publicação de suas fotos em sites, revistas e jornais já ultrapassou o número de 200, tendo entre seus clientes O Globo e The New York Times. 

Produção: 360 Graus - Multimídia
Contatos: ortiz@360graus.com.br