|
O
aventureiro e escritor Airton Ortiz assinou contrato com
a editora Record para a publicação do seu livro
AVENTURA NO TOPO DA ÁFRICA, relato de uma viagem de
7.000 km pelo interior da África selvagem, culminando
com a escalada do monte Kilimanjaro, na Tanzânia, a
mais alta montanha isolada do planeta e ponto mais
elevado do continente africano.
O
livro integra a coleção VIAGENS RADICAIS, que a Record
está publicando, com obras de autores/aventureiros
estrangeiros e brasileiros. |
|
Prefácio
de Margi Moss
Aventura no topo
da África - Trekking no Kilimanjaro é um leque que você abana
e, junto com Airton, vai seguindo seus passos desde a chegada em
Joanesburgo até a pisada firme na boca da cratera no cume do
Kilimanjaro. Ele mistura os acontecimentos, as aprendizagens e
as aventuras de sua viagem com informações históricas e
anedotas. Diferente da maioria dos turistas que vão
"conhecer a África" e falam do continente como se se
tratasse de apenas um país, a curiosidade de Airton não se
restringe às paisagens e aos locais por onde ele passa, mas
também abrange as vidas das pessoas que encontra pelo caminho.
Airton vai fundo - conversa com os africanos, visita suas casas
e conhece suas famílias.
Compartilho
o fascínio de Airton Ortiz pelo monte Kilimanjaro. Desde
criança (nasci e cresci no Quênia), esta montanha surgiu,
solitária e resplandecente, no meu horizonte cotidiano. A
caminho da escola no carro do meu pai, minha irmã e eu
competíamos, tagarelando, para ver quem primeiro ia pôr os
olhos no cume nevado. Nem sempre a montanha nos proporcionava
esse privilégio. A maioria das vezes, ela se escondia numa
confusão de nuvens ou simplesmente sumia na neblina. Mas nos
dias claros, uma grossa linha branca, ligeiramente curvada,
manchava o céu azul. Eram as "neves eternas" do
Kilimanjaro, que surgia, imponente e glorioso, a 130
quilômetros de distância acima das planícies amareladas. Ao
avistá-lo, minha irmã e eu ficávamos por alguns momentos
quietinhas, em sinal de respeito por aquele vulto coberto de
neve que domina física e mentalmente todos os seres humanos que
perambulam pela África do Leste.
O
ímã que atrai pessoas do mundo inteiro, como Airton, para
escalarem o monte Kilimanjaro, também me puxou de volta do
Brasil para minha terra natal em 1990. Consegui chegar até Kibo,
onde desisti devido a palpitações. No livro do Airton, pude
reviver com prazer a parte da escalada que eu tinha feito e
depois, muito melhor... pude continuar a subida com ele, com
muito frio e pouco ar, até o cume dessa Montanha-Monarca a
tempo de ver o sol nascer.
Margi
Moss
Autora de Loucos por ti, América e A volta por cima. |