| Pelos
caminhos do Tibete
SINOPSE
Em Pelos caminhos do Tibete – revelações
na terra do Dalai Lama - Airton Ortiz conta suas
peripécias na exótica terra dos dalai-lamas.
Em meio aos relatos de viagem e às descrições
minuciosas dos costumes de um povo ainda misterioso,
uma surpresa: a mais importante derrota imposta
ao Exército Chinês desde a fuga do
Dalai Lama, em 1959, tem o dedo do autor. Em troca
de um visto falso para poder entrar no Tibete -
as permissões oficiais não são
concedidas a jornalistas e pouquíssimos turistas
conseguem entrar no país -, e escrever seu
livro, Ortiz ajudou a resistência tibetana
a retirar do país o Karmapa Lama Urgyen Trinley
Thaye, terceira pessoa na hierarquia budista e sucessor
do próprio Dalai Lama. |
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A
operação de resgate foi tão espetacular
que nem a China conseguiu esconder a fuga do jovem monge
através do Himalaia. Como retaliação,
o governo chinês prendeu e deu sumiço em todos
os seus familiares que permaneceram no Tibete. Urgyem estava
detido num mosteiro nos arredores de Lhasa e, para ajudar
na sua libertação, cabia ao brasileiro entregar
uma carta e trazer de volta a resposta. Bancar o mensageiro
não era tão simples como parece. Se fosse
descoberto carregando a mensagem e, portanto, falsos documentos,
Airton poderia acabar suas aventuras numa prisão
chinesa.
Com
um texto fluente e repleto de humor, Ortiz conta essa e
muitas outras histórias neste livro. Aqui, o autor
desvenda o Oriente cosmopolita, que a maioria das pessoas
desconhece. De forma simples, ele apresenta o leitor a reis
e rainhas, e descortina a história tibetana. Iniciando
sua viagem de descobrimento pela Tailândia, Ortiz
passeia por alfaiatarias suspeitas e joalherias misteriosas,
esbarra no turismo sexual e conhece até mesmo contrabandistas
de armas. Depois disso, é a vez do autor chegar à
alma do Nepal, Kathmandu, onde descreve costumes, histórias
e hábitos alimentares deste mítico pedaço
do planeta.
Pelos
caminhos do Tibete é o visto de entrada para um mundo
diferente e exótico, uma viagem inesquecível
por um dos países menos conhecidos do planeta. No
Tibete, Airton Ortiz descobriu um mundo diferente, com suas
próprias regras, que luta para livrar-se do domínio
chinês e manter acesa suas crenças budistas
CONTRA
CAPA
Depois de ser confundido com um traficante de armas na Tailândia,
e de chegar a Katmandu, Airton Ortiz estava prestes a voltar
para casa sem alcançar o maior objetivo de sua viagem:
visitar o Tibete. Perto da fronteira tibetetana, viu-se
impedido de cruza-la, pois a China não dá
vistos para jornalistas visitarem o país ocupado,
temendo que a verdade sobre seus atos seja revelada ao mundo.
Desesperançado, Airton recebeu uma proposta inesperada
e arriscada: entrar no país com um visto falso, conseguido
por militantes da Resistência Tibetana. O preço
seria levar uma carta secreta para agentes dentro do Tibete,
parte de um plano para tirar de lá uma importante
figura política e religiosa. Se fosse apanhado, Airton
seria considerado um espião e acabaria executado
pelos chineses. Isso depois de trabalhar para pagar as balas
de seu fuzilamento.
Airton aceitou os riscos e, passando-se por um professor
brasileiro, fez uma viagem inesquecível por um dos
países menos conhecidos do planeta. Descobriu um
mundo diferente, com suas próprias regras, que luta
para livrar-se do domínio chinês e manter acesas
suas crenças budistas. A partir de suas observações,
Airton escreveu este impressionante PELOS CAMINHOS DO TIBETE,
mais um título da coleção VIAGENS RADICAIS,
dedicada a aventuras fantásticas e reais nos lugares
mais inóspitos, exóticos e interessantes do
planeta.
ORELHA
Pelos caminhos do Tibete – revelações
na terra do Dalai Lama - é o terceiro livro de Airton
Ortiz. Como nos anteriores, ultrapassa o relato de viagens.
Estão presentes as descrições minuciosas,
as distâncias percorridas e o inusitado que surge
diante dos viajantes radicais, embalados em um texto fluente,
repleto de bom humor. Mas este aventureiro é também
um escritor que reflete sobre os caminhos explorados e as
experiências vividas. Sem a ação física
dos livros anteriores, o narrador aparece em sua melhor
forma, na mais fascinante de suas jornadas até o
momento.
Iniciando pela Tailândia, Ortiz se faz passar por
turista, e nos leva ao oriente cosmopolita que a maioria
conhece. Mas este preâmbulo dura pouco. Logo, o escritor
desvenda as segundas intenções dos guias,
a beleza vazia de alguns templos, e nos apresenta um inesquecível
motorista de táxi, capaz de leva-lo à cidade
que ele realmente procura. De alfaiatarias suspeitas a joalherias
misteriosas, passando pelo turismo sexual, relaciona-se
com contrabandistas de armas para revelar tardios fantasmas
da guerra do Vietnã.
Abandonando a cidade, vamos até a verdadeira “Ponte
do Rio Kwai”, um dos grandes momentos do livro. Fatos
históricos, como a emocionante visita ao cemitério
onde estão sepultadas as vítimas daquele embate,
reafirmam a condição de um narrador poderoso.
O texto seduz o leitor, que acaba se familiarizando com
reis guerreiros e empreendedores, com a vida de Buda, além
da real face dos monges tibetanos. Entre estes relatos,
está a odisséia de uma rara estátua
de esmeraldas que, durante séculos, vagou pelos mais
diversos caminhos até converter-se em objeto de culto
nos dias de hoje.
Após a Tailândia, chegamos a Katmandu, capital
do Nepal, onde as peripécies para obter um visto
de entrada para o Tibete lembram as melhores narrativas
de espionagem. O difícil caminho até Lhassa
descortina um país antes sufocado pela teocracia,
agora preso a uma ditadura comunista, cujo povo, verdadeiro
herói do livro, é um exemplo de resistência.
Costumes, histórias e hábitos alimentares
deste mítico pedaço do planeta são
descritos como experiência existencial por olhos estrangeiros
que buscam entender aquela gente.
A vida do Dalai Lama, a invasão chinesa, os templos
e os mercadores de falsas relíquias, os instantes
de devoção que o viajante experimenta sucedem-se
enquanto percorremos caminhos estreitos em montanhas sinuosas
a bordo de um Land Rover. A jornada termina com um irônico
diálogo entre o autor e um burocrata, que reconta
a história tibetana à luz do marxismo.
Nas páginas finais, uma espécie de contraponto,
a conversa com um monge a revelação. É
o que torna os livros de Ortiz diferentes. Suas viagens
vão além de um passeio radical. Modificam
e enriquecem o homem. É esta experiência de
amadurecimento e aprendizado que ele busca dividir conosco.
JÚLIO ROSA
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